Já há algum tempo não restam dúvidas de que os videogames influenciam diretamente as narrativas cinematográficas mais “comerciais”, em um curioso movimento contrário (eram os games que antes tentavam ser cinematográficos). O recente A Pedra Mágica de Robert Rodriguez e este Pequenos Invasores são exemplos significativos. Afinados com seu público- alvo, os dois longas incorporam na narrativa os jogos eletrônicos. O filme de Schultz, nessa questão, é bem sucedido.
Para além citação em diálogos – em determinada cena, um guri diz: “Uau, igual ao jogo Halo!” o outro responde: “cara, não é como X-Box! isso é real, é como o Wii”, numa curiosa analogia que diz muito sobre as crianças pixelizadas de hoje – ou da referência visual mais simplista – um dos jovens do diálogo anterior usa uma camiseta do jogo Grand Prix, do Atari -, Pequenos Invasores traduz aspectos dos videogames em elementos dramáticos e estéticos.
O mais óbvio, não menos interessante, é o controle: os diminutos alienígenas, que atrapalham as férias de verão da família Pearson e parentes, com planos de dominar o mundo, possuem uma arma capaz de transformar as vítimas em bonecos que obedecem aos comandos de um joystick.
Não há dúvidas de que é um interessante achado cômico. Possibilita diversas piadas em que o corpo funciona de acordo com as leis físicas dos games menos “realistas”. Em uma das cenas, Ricky (Robert Hoffman), namorado da filha de Stuart Pearson, e Rose, a avó (Doris Roberts) transformados em avatares de um dos alienígenas e de Lee (Regan Young), respectivamente, lutam à maneira dos personagens de Street Fighter. Controle à mão, Lee executa comandos que resultam em shoryukens e voadoras.
Se até pouco tempo o humor físico dos filmes infantis hollywoodianos derivava dos desenhos animados – com Esqueceram de Mim dando o pontapé inicial - Pequenos Invasores está aí como um sintoma e um indicativo de que tal estética dificilmente voltará à tona tão cedo. Apesar de haver no longa algumas piadas de “caretas” que remetem a algum lugar entre o filme de Chris Columbus e qualquer coisa feita por Jim Carrey nos anos 90, não parece que Schultz olhe para trás.
Os bonequinhos extraterrestres, feitos em CGI, têm o aspecto, é claro, de bonequinhos controláveis de algum jogo do Playstation 3 ou concorrentes, o que deixa ainda mais evidente a sensação de que se está assistindo um filme sobre videogames.
O (involuntariamente) engraçado é que Pequenos Invasores acredita que o ápice de felicidade provém da família reunida em uma pescaria, idéia satirizada por John Hughes já em Clube dos Cinco. Passam-se os anos, mudam-se as tecnologias e suas relações com o cinema, mas o bom e velho conservadorismo norte-americano raramente é subvertido. Nos filmes infantis.
Para além citação em diálogos – em determinada cena, um guri diz: “Uau, igual ao jogo Halo!” o outro responde: “cara, não é como X-Box! isso é real, é como o Wii”, numa curiosa analogia que diz muito sobre as crianças pixelizadas de hoje – ou da referência visual mais simplista – um dos jovens do diálogo anterior usa uma camiseta do jogo Grand Prix, do Atari -, Pequenos Invasores traduz aspectos dos videogames em elementos dramáticos e estéticos.
O mais óbvio, não menos interessante, é o controle: os diminutos alienígenas, que atrapalham as férias de verão da família Pearson e parentes, com planos de dominar o mundo, possuem uma arma capaz de transformar as vítimas em bonecos que obedecem aos comandos de um joystick.
Não há dúvidas de que é um interessante achado cômico. Possibilita diversas piadas em que o corpo funciona de acordo com as leis físicas dos games menos “realistas”. Em uma das cenas, Ricky (Robert Hoffman), namorado da filha de Stuart Pearson, e Rose, a avó (Doris Roberts) transformados em avatares de um dos alienígenas e de Lee (Regan Young), respectivamente, lutam à maneira dos personagens de Street Fighter. Controle à mão, Lee executa comandos que resultam em shoryukens e voadoras.
Se até pouco tempo o humor físico dos filmes infantis hollywoodianos derivava dos desenhos animados – com Esqueceram de Mim dando o pontapé inicial - Pequenos Invasores está aí como um sintoma e um indicativo de que tal estética dificilmente voltará à tona tão cedo. Apesar de haver no longa algumas piadas de “caretas” que remetem a algum lugar entre o filme de Chris Columbus e qualquer coisa feita por Jim Carrey nos anos 90, não parece que Schultz olhe para trás.
Os bonequinhos extraterrestres, feitos em CGI, têm o aspecto, é claro, de bonequinhos controláveis de algum jogo do Playstation 3 ou concorrentes, o que deixa ainda mais evidente a sensação de que se está assistindo um filme sobre videogames.
O (involuntariamente) engraçado é que Pequenos Invasores acredita que o ápice de felicidade provém da família reunida em uma pescaria, idéia satirizada por John Hughes já em Clube dos Cinco. Passam-se os anos, mudam-se as tecnologias e suas relações com o cinema, mas o bom e velho conservadorismo norte-americano raramente é subvertido. Nos filmes infantis.

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