
Para quem não é fã de Jornada nas Estrelas, o que o filme de J.J Abrams tem a oferecer? Muito pouco. Temos um funcionário competente na direção, que dá à câmera, principalmente nas cenas de ação, o sacolejo necessário para que não seja possível ver nada muito além de cotovelos, manchas, vultos (o raccord de movimento se dá, geralmente, de um plano próximo de um ombro, para outro plano próximo de um antebraço...e assim vai); Roteiristas que, para não correrem o risco de ofender os apreciadores da série clássica, criam um universo paralelo e, para agradar os filhos dos apreciadores da série clássica, inserem um bichinho engraçado lá pela metade do filme.
Há também uma ou outra esquisitice, como o a luta de espadas entre dois personagens. Espadas? Espadas de laser? Espadas de luz? Não, espadas de metal mesmo. Consegue-se pular de uma galáxia a outra em segundos. Mas, não se consegue inventar nada melhor do que uma espada de ferro!
Star Trek, se tem algum interesse, é porque seus personagens, sua “mitologia”, fazem parte da cultura pop. Mesmo os não iniciados sabem algo sobre a relação de amizade entre Spock e Kirk, por exemplo. Algum carisma há nestas figuras. Mas não graças aos atores. Zachary Quinto, o jovem Spock, atua como um boneco criado em CGI. Chris Pine, o heróico Kirk, atua como um boneco criado em CGI com o talento de Paul Walker. Os outros eu nem lembro direito.
18 de maio de 2009
Star Trek, de J. J Abrams
por
Wellington Sari
às
19:24:00
Marcadores: J. J Abrams
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