Os filmes de Jacques Tati não são estranhíssimos? Parece-me que pouco se fala deste gigante – em estatura e genialidade – hoje em dia. Por isso é que quando se depara pela primeira vez com um Playtime, por exemplo, é quase impossível não sentir uma espécie de choque, depois uma espécie de estranhamento, depois uma espécie de alegria e depois uma vontade de comer uma bolacha (bons filmes, como todo mundo sabe, nos fazem querer comer uma bolacha).
Parece que nos sentimos meio abobados, assim como o Sr. Hulot, alter-ego do diretor, a medida em que os longos planos gerais, quase sempre com a câmera fixa, se sucedem. A grande quantidade de coisas que acontecem dentro destes planos só serve para nos desorientar. O Sr. Hulot, coitado, é a projeção de todos os seres-humanos que não conseguem acompanhar a velocidade do mundo, onde, é claro, bilhões de coisas acontecem ao mesmo tempo.
Sempre se enroscando em algo, e olhando de forma atônita para o mundo (palavra que sempre deve se repetir em um texto sobre Tati), o Sr. Hulot causa uma empatia tão grande, tão grande que, sei lá, dá vontade de abraçar a tela. Definitivamente os filmes de Jacques Tati são estranhíssimos.
Parece que nos sentimos meio abobados, assim como o Sr. Hulot, alter-ego do diretor, a medida em que os longos planos gerais, quase sempre com a câmera fixa, se sucedem. A grande quantidade de coisas que acontecem dentro destes planos só serve para nos desorientar. O Sr. Hulot, coitado, é a projeção de todos os seres-humanos que não conseguem acompanhar a velocidade do mundo, onde, é claro, bilhões de coisas acontecem ao mesmo tempo.
Sempre se enroscando em algo, e olhando de forma atônita para o mundo (palavra que sempre deve se repetir em um texto sobre Tati), o Sr. Hulot causa uma empatia tão grande, tão grande que, sei lá, dá vontade de abraçar a tela. Definitivamente os filmes de Jacques Tati são estranhíssimos.

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